9 Indicadores de manutenção industrial para acompanhar

14 de maio de 2025

A gestão de manutenção é uma das áreas essenciais para a eficiência e continuidade das operações fabris. Para monitorar e otimizar o desempenho dos ativos, é fundamental acompanhar indicadores de manutenção industrial, já que eles oferecem informações sobre a confiabilidade dos equipamentos e a performance dos processos. 


O entendimento e o uso dessas métricas podem reduzir custos, melhorar a produtividade e garantir prazos mais confiáveis para a indústria. MTBF (Mean Time Between Failures) e MTTR (Mean Time To Repair), por exemplo, ajudam a saber o tempo de falha e o tempo necessário para reparos. 


Neste conteúdo, você conhecerá os 9 principais indicadores de manutenção industrial, sua importância, além de como, calculá-los e utilizá-los para otimizar os resultados da sua operação. Acompanhe!

O que são indicadores de manutenção industrial?


Indicadores de manutenção industrial são métricas utilizadas para medir e avaliar a eficiência da manutenção de equipamentos e ativos na produção. Eles ajudam a identificar pontos críticos de falha, otimizar recursos e garantir a continuidade da operação. 


Entender e usar os indicadores é muito importante para indústrias que buscam melhorar sua performance. Afinal, eles possibilitam a identificação de problemas e a adoção de medidas corretivas antes que eles se tornem falhas críticas.

Quais são os principais indicadores de manutenção industrial?


Após entender o conceito, vamos detalhar os principais indicadores de manutenção industrial. Confira!


1. MTBF (Mean Time Between Failures)


O MTBF é uma das métricas mais importantes e representa o tempo médio entre falhas de um sistema ou equipamento. Ele é usado para medir a confiabilidade de uma máquina. Assim, quanto maior o MTBF, mais confiável é o equipamento.


Falhas frequentes indicam que o equipamento precisa de mais atenção e talvez seja hora de revisar os processos de manutenção. Portanto, monitorar o indicador é essencial para prever a necessidade de manutenção preventiva, minimizar paradas inesperadas e otimizar a produtividade.

Como calcular o MTBF


A fórmula básica para encontrar o MTBF é (TD – TM) ÷ P, onde:

  • TD: tempo real de disponibilidade; 
  • TM: tempo total de manutenção; 
  • P: quantidade de paradas.
fórmula MTBF

Exemplo: se uma máquina ficou disponível por 1.000 horas (TD) e, nesse período, passou 100 horas em manutenção (TM), com 10 paradas (P), temos o seguinte: MTBF é: (1000 – 100) ÷ 10 = 900 ÷ 10 = 90 horas. Isso significa que o tempo médio entre falhas dessa máquina é de 90 horas. Ou seja, a cada 90 horas de operação, em média, ocorre uma nova falha.


2. MTTR (Mean Time To Repair)


O MTTR mede o tempo médio necessário para reparar uma falha e retornar a máquina ao seu funcionamento normal. Essa métrica é importante para avaliar a eficiência das equipes de manutenção e o tempo de resposta das reparações.


Reduzir o MTTR, um dos principais indicadores de manutenção industrial, significa minimizar o impacto das falhas no processo produtivo. Quanto menor esse tempo médio de reparo, maior a capacidade da equipe em restaurar os ativos rapidamente — o que garante mais tempo de produção e menos interrupções nas operações.


Como calcular o MTTR


A fórmula básica para o MTTR é tempo total de manutenção ÷ número de paradas.

fórmula mttr

Exemplo: imagine que um equipamento apresentou 5 falhas ao longo de um mês e que, somando todos os atendimentos, foram gastas 20 horas em manutenção. Com a fórmula, chegamos a este cálculo: 20 ÷ 5 = 4. Em média, são necessárias 4 horas para reparar a máquina a cada falha registrada.


3. Disponibilidade


A Disponibilidade refere-se ao tempo total em que um equipamento está disponível para produção. Isto é, trata-se da porcentagem de tempo em que ele está em operação comparado ao tempo total.


Uma baixa disponibilidade geralmente indica problemas recorrentes de falhas ou manutenção ineficaz, por exemplo. Dessa forma, entender e acompanhar o indicador é importante para medir a eficácia da manutenção e determinar se os ativos estão operando no máximo de sua capacidade


Como calcular a Disponibilidade


O cálculo é: Disponibilidade = (Tempo de operação ÷ Tempo total planejado) × 100

fórmula disponibilidade

Exemplo: suponha que uma máquina tenha sido programada para funcionar por 200 horas em um mês, mas ficou em operação apenas 170 horas devido a falhas e manutenções. Veja a aplicação da fórmula: (170 ÷ 200) × 100 = 85%. Isso significa que a máquina esteve disponível para produção em 85% do tempo planejado. 


4. Backlog


O Backlog de manutenção, por sua vez, é a quantidade de manutenção pendente — ou seja, o número de ordens de serviço que ainda não foram realizadas. A métrica é usada para avaliar a sobrecarga da equipe e identificar possíveis falhas na gestão de manutenção preventiva.


O monitoramento de indicadores de manutenção industrial como esse permite evitar o acúmulo de tarefas — situação que pode gerar falhas inesperadas e elevar os custos operacionais. Com o controle adequado do backlog, é possível priorizar tarefas críticas e garantir uma manutenção mais eficiente.


Como calcular o Backlog


Para chegar ao número, faça este cálculo: Backlog (em semanas) = Total de horas de manutenção pendentes ÷ Capacidade semanal da equipe de manutenção (em horas)

fórmula backlog

Exemplo: caso o seu time de manutenção tenha uma capacidade de 160 horas semanais (4 técnicos × 40 horas) e existem 480 horas de ordens de serviço pendentes, o cálculo seria: Backlog = 480 ÷ 160 = 3 semanas. Na prática, seriam necessárias 3 semanas para zerar as tarefas acumuladas, sem receber novas ordens nesse período.


5. Confiabilidade


Como o nome sugere, a Confiabilidade de um ativo é a sua capacidade de realizar funções sem falhas por um período determinado. Ela está diretamente relacionada ao MTBF, mas também envolve o desempenho consistente ao longo do tempo.


Essa métrica é fundamental para observar se os equipamentos cumprem suas funções de forma contínua e eficaz, minimizando os riscos de paradas inesperadas.


Como calcular a Confiabilidade


A fórmula desse indicador de manutenção industrial é: Confiabilidade (R) = e^(-t ÷ MTBF), em que:

  • R: Confiabilidade (probabilidade de não falhar)
  • e: constante matemática (~2,718)
  • t: tempo de operação desejado
  • MTBF: tempo médio entre falhas
fórmula confiabilidade

Exemplo: caso o MTBF de uma máquina seja de 100 horas, e você quiser saber a probabilidade de ela operar por 50 horas sem falhas, calcule desta forma: R = e^(-50 / 100) ≈ e^(-0,5) ≈ 0,6065. Em outras palavras, a Confiabilidade nesse período é de aproximadamente 60,65%.


6. CMF (Custo de Manutenção sobre Faturamento)


O CMF é um indicador relacionado a finanças que compara o custo de manutenção com o faturamento da empresa. Ele é útil para entender o impacto financeiro dessas atividades no orçamento da empresa.


A métrica ajuda a controlar os gastos e a assegurar que a manutenção seja realizada de forma eficiente, sem comprometer o caixa. Ao manter o CMF sob controle, é possível evitar desembolsos excessivos, ao mesmo tempo em que mantém os ativos em boas condições.


Como calcular o CMF


A fórmula para o CMF é (Custo Total de Manutenção ÷ Faturamento Total) × 100

indicadores de manutenção fórmula CMF

Exemplo: com um custo total de manutenção de R$ 50.000 e o faturamento da empresa de R$ 1.000.000, o CMF será de (50.000 ÷ 1.000.000) × 100 = 5%. Isso significa que 5% do faturamento da empresa foi destinado à manutenção. 


7. CPMV (Custo de Manutenção sobre Valor de Reposição)


Já o CPMV compara o custo de manutenção com o valor de reposição dos ativos. Ele ajuda a determinar se esses gastos estão proporcionalmente justificados em relação ao valor dos equipamentos.


Se os desembolsos de manutenção superarem os custos de reposição, pode ser mais vantajoso substituir o ativo. Por isso, esse indicador é essencial para avaliar a relação entre os gastos de manutenção e a viabilidade econômica dos equipamentos.


Como calcular o CPMV


Obtenha o dado com este cálculo: CPMV = (Custo Total de Manutenção ÷ Valor de Reposição dos Ativos) × 100

fórmula CPMV

Exemplo: imagine que, em determinado período, a empresa tenha investido R$ 80.000 em manutenção e o valor de reposição dos ativos seja de R$ 2.000.000. Aplicando a fórmula, temos: CPMV = (80.000 ÷ 2.000.000) × 100 = 4%. Isto é, 4% do valor que seria necessário para repor os ativos está sendo gasto com manutenção. 


8. CMUP (Custo de Manutenção sobre Unidade Produzida)


Esse indicador mede o custo de manutenção em relação à quantidade de unidades produzidas. Ele permite calcular a eficiência da manutenção em termos de produção.


Acompanhar essa métrica ajuda a verificar se os gastos de manutenção estão impactando diretamente a produtividade e a rentabilidade da empresa. Quando eles são elevados em comparação à produção, a empresa pode precisar reavaliar sua estratégia para otimizar recursos.


Como calcular o CMUP


Consiga o CMUP aplicando esta fórmula: CMUP = Custo Total de Manutenção ÷ Total de Unidades Produzidas

fórmula CMUP

Exemplo: suponha que, em um mês, o custo total de manutenção tenha sido de R$ 50.000 e a produção total tenha alcançado 10.000 unidades. Calculando, chegamos ao seguinte CMUP = 50.000 ÷ 10.000 = R$ 5,00. Cada unidade produzida teve um custo médio de R$ 5,00 com manutenção — dado essencial para análises de margem e estratégias de redução de custo. 


9. Fator de Produtividade da Mão de Obra (Wrench Time)


O Wrench Time mede o tempo efetivo que os técnicos de manutenção gastam realizando tarefas de manutenção, excluindo atividades não relacionadas à reparação, como deslocamento ou espera.


Esse indicador é importante para identificar gargalos no processo e buscar formas de otimizar a alocação de recursos. E aumentar o Wrench Time significa melhorar a produtividade da equipe de manutenção e reduzir os custos operacionais


Como calcular o Wrench Time


A fórmula é: Wrench Time = Tempo Efetivo de Manutenção ÷ Tempo Total de Trabalho

fórmula wrench time

Exemplo: considere que, em um turno de 8 horas, o técnico tenha gastado 6 horas realizando manutenção efetiva e 2 horas com atividades não produtivas (deslocamento, espera, entre outras tarefas. O Fator de Produtividade da Mão de Obra é: 6 ÷ 8 = 0,75 ou 75%. Em outras palavras, 75% do tempo do técnico foi utilizado de forma efetiva na manutenção. 


Tome nota! Tabela com principais indicadores de manutenção industrial

Indicador de manutenção industrial O que é
MTBF Mede o tempo médio entre falhas de um sistema ou equipamento, indicando a confiabilidade do ativo.
MTTR Indica o tempo médio necessário para reparar um equipamento e devolvê-lo à operação.
Disponibilidade Representa a porcentagem de tempo em que o equipamento está disponível para produção, em comparação com o tempo total planejado.
Backlog Mede a quantidade de manutenção pendente, ou seja, o número de ordens de serviço não realizadas.
Confiabilidade Avalia a capacidade de um ativo de funcionar sem falhas durante um período de tempo, com base no MTBF.
CMF Compara o custo de manutenção com o faturamento total da empresa, ajudando a entender o impacto financeiro da manutenção no orçamento.
CPMV Avalia se os custos de manutenção são justificados em relação ao valor de reposição dos ativos.
CMUP Mede o custo de manutenção por unidade produzida, ajudando a avaliar a eficiência da manutenção em termos de produção.
Wrench Time Mede o tempo efetivo que os técnicos de manutenção gastam realizando tarefas de manutenção, excluindo atividades não relacionadas à reparação.

Como um sistema MES melhora a gestão da manutenção? Conte com a solução aloee


Até aqui, exploramos diversos indicadores de manutenção industrial essenciais para garantir a eficiência da produção e a confiabilidade dos ativos. 


Agora, é o momento de entender como a tecnologia é capaz de potencializar esses resultados, conectando dados em tempo real à tomada de decisões rápidas e precisas. Para isso, conte com o Sistema MES (Manufacturing Execution System).


Um sistema MES oferece monitoramento em tempo real, permitindo identificar falhas rapidamente e agir de forma preventiva, minimizando paradas inesperadas. Ele também facilita a automação de processos, tornando a manutenção mais eficiente e planejada.


Além disso, ao integrar dados históricos, o MES ajuda a prever falhas antes que elas ocorram, aumentando a confiabilidade dos ativos e evitando custos extras com reparos emergenciais.


Com o MES da aloee, você tem à disposição uma solução integrada com o APS (Advanced Planning and Scheduling), acessível para pequenas e médias empresas. 


Nossa plataforma proporciona uma visão clara de todos os processos produtivos e de manutenção, garantindo que você possa monitorar e otimizar sua operação de maneira eficiente e com total controle. 


Experimente nossa solução! Faça um teste gratuito do MES da aloee

artigos recentes

27 de abril de 2026
Sua planilha de controle de produção industrial já não acompanha a realidade? Veja os sinais e como um sistema MES + APS pode melhorar sua operação.
16 de abril de 2026
Você sabe o que é WIP e como ele pode estar destruindo a confiança dos seus clientes? Se você já sentiu a frustração de ver uma venda garantida se transformar em um pesadelo porque a fábrica não entregou, o culpado provavelmente é o excesso de Work in Progress (WIP). Muitos atrasos que destroem a reputação das indústrias brasileiras nascem muito antes do caminhão ser carregado: eles brotam silenciosamente dentro do fluxo produtivo. Neste artigo, vamos entender melhor o que é WIP, por que o descontrole dele é o principal sabotador do seu departamento comercial e como retomar o comando da sua lucratividade com tecnologia de ponta. O que é WIP? A sigla WIP significa Work in Progress (Trabalho em Andamento). Em uma definição direta, o WIP representa todos os itens que já iniciaram o processo de produção , mas que ainda não foram finalizados. Imagine cada etapa da sua fábrica: o WIP é tudo o que está "parado em movimento" entre uma máquina e outra, ocupando espaço físico, consumindo tempo precioso e travando capital de giro . Ele é a "fila invisível" que, se não for monitorada, torna-se fatal para o seu cronograma. Por que o WIP impacta e atrasa seus prazos de entrega? Existe uma regra matemática na indústria: quanto maior o seu WIP, maior será o seu tempo total de produção , também conhecido como lead time . O acúmulo de materiais entre as etapas não é um sinal de fábrica cheia e forte, mas sim de um fluxo entupido. Perda de previsibilidade Com um WIP alto, é impossível dizer com precisão quando um pedido sairá da linha. Você passa a trabalhar com "chutes" em vez de datas reais. Efeito dominó Um pequeno gargalo em uma etapa inicial gera um acúmulo que estoura o prazo final prometido ao cliente. Conflito comercial O excesso de WIP é o que faz o seu comercial vender uma data e a produção entregar outra, destruindo a confiança do mercado na sua marca. Como o excesso de WIP esgota a produtividade da equipe? Trabalhar com um WIP elevado gera uma falsa sensação de urgência, mas uma baixa produtividade . O excesso de itens em andamento causa o caos operacional: Sobrecarga nos fluxos de trabalho: a equipe fica perdida entre prioridades conflitantes e materiais acumulados por todo lado. Cegueira de gargalos: com tanta coisa "andando" ao mesmo tempo, fica impossível enxergar onde a produção realmente travou. O custo do retrabalho: a falta de controle sobre cada etapa gera erros e filas invisíveis que forçam a equipe a refazer o que já deveria estar pronto. Diante desse cenário de descontrole, a primeira reação de muitos gestores é buscar ferramentas visuais para tentar organizar a casa. É aqui que entra o uso dos quadros de cartões, mas fica a pergunta: o Kanban é suficiente para estancar esse desperdício de trabalho?
Por Jorge Abel 23 de março de 2026
Se a sua indústria ainda convive com a parada de produção como se fosse um "mal inevitável", o problema dificilmente está no esforço da equipe ou em uma falha isolada de equipamentos. Na maioria das vezes, o verdadeiro gargalo é outro: falta de visibilidade sobre o que está acontecendo em tempo real no chão de fábrica . Em muitas fábricas, a produção para todos os dias e o gestor só descobre o tamanho do estrago quando o impacto já se espalhou : pedidos atrasados, mão de obra ociosa e clientes insatisfeitos cobrando prazos que você não consegue cumprir. É exatamente esse tipo de cenário que tecnologias como sistemas MES (Manufacturing Execution System) foram desenvolvidas para resolver. Nesse artigo, você vai entender: por que a parada de produção continua acontecendo mesmo em empresas bem geridas, como o MES da aloee identifica gargalos em tempo real e de que forma a integração entre MES e APS pode reduzir atrasos e aumentar a eficiência da fábrica. Por que sua fábrica ainda sofre com parada de produção mesmo sabendo como evitá-la? Quase todo diretor industrial sabe que parar a máquina é caro. Ainda assim, paradas continuam acontecendo todos os dias. Isso acontece porque muitas empresas ainda operam sem dados confiáveis em tempo real . O controle da produção depende de planilhas, apontamentos manuais ou registros que chegam tarde demais para evitar o problema. Quando o controle da produção depende de um papel que o operador preenche no fim do turno, a informação já chega morta. O prejuízo já aconteceu. Entre as causas que drenam sua lucratividade silenciosamente, estão: Dados "maquiados" : registros manuais que não refletem a realidade das microparadas; Abismo entre PCP e chão de fábrica : o que foi planejado raramente é o que está sendo executado; Gargalos fantasmas : problemas que ninguém vê, mas que atrasam toda a linha; Comunicação reativa : você só sabe que a máquina parou quando alguém vai até a sua sala avisar. Na prática, o gestor só descobre o que aconteceu depois que o impacto já afetou toda a linha de produção. Essas pequenas interrupções acabam drenando a produtividade diária. É exatamente nesse ponto que o sistema MES muda o jogo.
veja mais